Se pudesse olhar no olho de cada um para passar esta mensagem, o faria. Na impossibilidade, faço me valer do espaço para dizer ao motorista que utiliza a BR-163 ou a BR-364 diariamente, muitas vezes como ganha-pão, que o compromisso da Rota do Oeste de transformação da rodovia continua e segue mais firme do que nunca! A prova maior disso é que, mesmo em tempos de economia em crise, a Rota do Oeste é a concessionária da 1ª etapa do Plano de Investimentos em Logística (PIL) que mais investiu e mais avançou nas obras neste começo de trabalho. Não parece, mas são apenas 19 meses desde o nosso primeiro dia em Mato Grosso!. Realizamos aqui a maior obra civil em curso no Estado e isso não é pouca coisa. Já investimos R$ 1,2 bilhão nesta rodovia e no seu entorno e pretendemos, até 2019, aportar R$ 3,9 bilhões. Para efeito de comparação, o montante é maior do que o orçamento para as obras feitas para a Copa do Mundo de 2014 em todo o Estado, por exemplo. Boa parte deste valor se transformou no trecho parcialmente duplicado entre Rondonópolis e a divisa com o Mato Grosso do Sul, que deve ser totalmente liberado ao tráfego no início do próximo ano e já vai ajudar no escoamento da safra 2015/16.
Dito isso, gostaria de fazer um esclarecimento ao caro leitor a respeito do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá, que impacta demais a região de Rondonópolis, passando também pelos perímetros urbanos de Jaciara, Juscimeira e São Pedro da Cipa. Para começo, seguindo a nossa linha de transparência, digo bem claramente que sabemos que ele está longe do ideal de trafegabilidade. Por outro lado, é importante ressaltar que este segmento, dentro do contrato de concessão, tem a recuperação e a duplicação sob responsabilidades do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT), inclusive com empresas já contratadas para tal. No entanto, a Rota do Oeste não foge da luta e, provocada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi autorizada a realizar um trabalho emergencial e contínuo, por nove meses, para que os problemas graves sejam amenizados e a vida dos usuários ali melhore também, como já acontece nos demais pontos em que estamos atuando. Este trabalho, no entanto, começou há apenas dois meses, pouco tempo demais para resgatar uma infraestrutura com déficit de 20 anos de manutenção. É preciso que se diga.
Diante da explicação, muitos podem se perguntar o motivo, então, do trecho ainda ter obras realizadas pelo DNIT, mas o pedágio ser operado pela Concessionária. Eu explico. O valor de pedágio é calculado pela ANTT com base em todos os custos de obras e serviços que a concessionária vai ter ao longo do período de concessão. Logo, a cada pacote novo de obras incluso no contrato, haverá impacto direto na tarifa de pedágio, já que a Concessionária passará a ter aqueles gastos que antes não tinha. É o chamado reequilíbrio econômico-financeiro. Estima-se que, caso a Rota do Oeste fosse responsável por todas as obras de duplicação e recuperação que restam ao longo dos 850 km, a tarifa passaria de R$ 10 a cada 100 km, por eixo. Seria, portanto, uma concessão inviável e a rodovia ficaria como estava. Hoje, com a tarifa a R$ 4,53 por eixo a cada 100 km, temos a segunda menor tarifa do lote de concessões. Lembrando que mesmos nos trechos em que as obras são do DNIT, a Rota do Oeste realiza os atendimentos de saúde, guincho e inspeção da rodovia, serviços que também estão no custo geral de manutenção da rodovia. Também é preciso reforçar que, terminadas as obras estruturais do DNIT, após cinco anos, os trechos são repassados à Concessionária, que passa a realizar a manutenção de toda a malha pelos 25 anos seguintes.
Por fim, faço a todos vocês, cidadãos mato-grossenses e usuários da rodovia, um pedido: confiem no trabalho da Rota do Oeste. Nós viemos ao Mato Grosso porque acreditamos e apostamos no Estado e no agronegócio. Entendemos que a melhoria da rodovia será o gatilho de um futuro próspero e, humildemente, temos o desafio de fazer parte disso. Nós viemos aqui para transformar a BR-163, deixando-a nos padrões das melhores rodovias do País e assim faremos! Podem confiar.
Paulo Meira Lins é diretor-presidente da Concessionária Rota do Oeste.