Programa Legado reúne ações de educação com foco na segurança viária
A transformação da BR-163/MT passa pela melhoria da infraestrutura, mas não se limita às obras. A Nova Rota do Oeste adota uma estratégia que integra engenharia, tecnologia e educação para ampliar a segurança viária e estimular mudanças de comportamento. Com o tema “E se a nossa maior obra fosse uma geração?”, a coordenadora de Segurança Viária, Vanessa de Jesus, apresentou o Programa Legado durante o 3º EducaVias, iniciativa do Programa Vias Seguras, da ANTT.
“Buscamos construir algo muito além de uma rodovia mais segura. Nós queremos transformar gerações. Administramos uma rodovia que atravessa comunidades, municípios e diferentes realidades, e entendemos que cuidar da BR-163 também significa cuidar das pessoas que vivem, trabalham e circulam ao longo dela”, explica Vanessa.
Vencedor do Prêmio P3C PPPs e Concessões, na categoria Melhor Gestão Privada de Projetos, o Programa Legado nasceu em 2024 com o propósito de transformar a cultura de segurança viária existente atualmente em uma comunidade mais consciente e uma rodovia mais segura para as próximas gerações.
O Legado reúne os projetos Condutores do Amanhã, Jovens Condutores, Rota em Ação, Parada Legal, Toda Vida Importa, Rota do Bem, Pare pela Vida, Proteger e o Comitê de Segurança. As iniciativas são voltadas à educação para o trânsito, orientação de caminhoneiros, inspeção veicular, percepção de risco e atenção aos usuários mais vulneráveis.
Os resultados também começam a aparecer nos indicadores. Na comparação entre janeiro e agosto de 2022, período anterior ao início das obras, e o mesmo período de 2026, houve redução de 16% no número de óbitos considerando a extensão concedida da BR-163. Em trechos específicos, a redução chega a 75% entre Posto Gil e Nova Mutum e a 44% entre Posto Gil e Sinop.
Segundo Vanessa, a perspectiva do Programa Legado é tornar a BR-163 mais segura para quem utiliza a rodovia atualmente e contribuir para a formação de uma nova geração de condutores e cidadãos.
“Obras transformam caminhos, cultura transforma gerações. Essa frase sintetiza a proposta de tratar a segurança viária não apenas como uma característica da infraestrutura, mas como parte de uma transformação cultural que envolve usuários e comunidades ao longo da rodovia”, finaliza a coordenadora.